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Made in China 2025 (Indústria4.0)

Para concretizar seu plano governo compra cabeças

· manufatura,industria 4,produtividade

No fim do ano passado, o mecanismo de busca na internet Baidu contratou Lu Qi, um veterano da Microsoft, para comandar seu esforço na área de inteligência artificial. "Se você não consegue comprar a companhia, compre a cabeça", diz um analista.

Assim tem sido a determinação do governo chinês em promover o seu equivalente ao programa de Indústria 4.0 da Alemanha, o Made in China 2025, que lançado há dois anos, é um de uma miscelânea de planos elaborados para estimular os objetivos tecnológicos do país.

Tendo como modelo o programa alemão, ele é um diagrama para desviar o setor industrial de atividades que usam muita mão de obra e fabricam produtos de baixo valor - pelo qual o país é conhecido - para um modelo calcado na era da tecnologia inteligente - duplamente útil uma vez que os custos com mão de obra estão subindo. Ao alavancar a gestão de grande volume de dados (o chamado big data), a computação na nuvem e a robótica, o plano propõe uma vasta automação da indústria e visa elevar o conteúdo produzido internamente dos componentes usados na China para 70% até 2025. Essa percentual hoje está entre zero e 30%.

Para isso o governo tem aumentado o investimento na aquisição de patentes, companhias, processos e, quando isso não é possível, "compram" as cabeças que estão por trás de tais inovações.

Os Estados Unidos também tem seu programa, o Industrial Internet Consortium, já alinhado ao programa alemão, conforme entendimento entre a premier Angela Merkel e o então presidente Barack Obama na maior feira de automação do mundo, a Hanover Messe em 2016.

No Brasil há um esforço que tem sido chamado de Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada, em ações que envolvem governo, instituições públicas, privadas, empresas, academia e startups. na ABS (Associação Brasileira de Startups) há o comitê Indtech que há algum tempo reúne startups brasileiras que desenvolve soluções que permitem alta produtividade e performance a indústrias como as que EUA e China tanto tem buscado.

Na semana passada foi lançado pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) o programa Conexão Startup Indústria para dentre outros objetivos alavancar a produtividade da indústria e a evasão de conhecimento nacional.

Adaptado de http://www.valor.com.br/internacional/4912368/da-copia-inovacao-o-novo-made-china

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